Claiton Leite, Bacharel em Direito
  • Bacharel em Direito

Claiton Leite

Sorocaba (SP)

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Claiton Leite, Bacharel em Direito
Claiton Leite
Comentário · há 10 anos
A eficiência do poder paralelo - Muito interessante o ponto de vista.
As ações dos entes estatais, independente da esfera – União, Estados, DF e municípios, frente à criminalidade, tangem (ou pelo menos é o que querem que a massa saiba) à atuação de repressão (das policias ostensivas e de preservação da ordem pública) em sua maioria. As ações de repressão aos eventos crimes, “no fronte”, são importantíssimas já que são um dos últimos recursos do Estado para conter conduta legalmente reprovável do administrado (última hipótese de controle social). Porém há que ter em mente que outros atores são tão importantes quanto estes, sejam a Polícia Judiciária (qual a percentagem de crimes “solucionados”?), o Poder Judiciário (criminosos são, de fato, presos?) e até aqueles que cuidam de Assuntos Penitenciários (criminosos permaneceram, de fato, presos?). Olhando por esse lado percebemos que não podemos focar em uma engrenagem única e simples, mas em todo um sistema complexo e interligado, para que só assim o relógio venha a funcionam como desejamos. Tais atores são orquestrados pelos estados e seus administradores - ou deveriam ser!
Há que ser trazido à baila também, de maneira muito mais abrangente, a Formação do Criminoso. Ora, não se pode conseguir limpar um rio poluído apenas retirando resíduos sem que haja contenção efetiva (ou pelo mesmo tentada) da contaminação de seus efluentes! Há que ser considerada a formação do cidadão. Será que temos em nosso país cidadãos responsáveis e honrados; civilizados e honestos; sabedores de seus deveres (mais que seus direitos) e que saibam realmente o significado da palavra RESPEITO? Afinal uma conduta desabonadora não socialmente reprimida pode gerar outras de caráter reprovável pela sociedade até que gere, por conseqüência, ações criminosas. Tese defendida na famigerada “teoria das janelas quebras”. Há que se fazer uma avaliação fria e meticulosa da realidade sócio-cultural do povo brasileiro.
Daí eu pergunto: De quem é a culpa desse caos (pra não usar um termo chulo)? Hobbes responde: do Leviatã! Ora, onde estão as “instituições que controlam e administram uma nação”. Tenho comigo que só se muda a cultura de um povo pela educação. Como não podemos ver ações tomadas nos últimos 20 anos para que esse povo sofra menos e tenha mais honra e dignidade; e ainda não vemos ações que poderiam estar sendo tomadas agora em prol de uma sociedade melhor no futuro; concluo que: ou não há interesse em melhorar ou o interesse é de piorar.
Parafraseando Luther King: “o que me estarrece é o silêncio dos bons”! Ora, e pra onde as coisas caminham? Quando passo a refletir sobre tais fatos percebo que ou nosso futuro é incerto e não sabido, ou não temos futuro nenhum, afinal desordem gera desordem, num país em que sua flâmula traz a frase (antagônica e até hipócrita): Ordem e Progresso.
PS.: “fazer como fez o governo de São Paulo em 2.006, pedir clemência aos chefes do crime para restabelecer a paz” – Fato irrefutável devidamente comprovado, falácia ou Lenda Urbana? Acho pouco possível de ter ocorrido exatamente como foi noticiado (Pela mídia tendenciosa a qualquer lado ou ao lado que ganhe).
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